terça-feira, 3 de agosto de 2010

Restrição calórica melhora memória e capacidade de aprender

Fonte: Diário da Saúde,  21/07/2010 - Bem Estar

Decisão inteligente


A restrição calórica - o termo técnico para "comer menos", ou adotar uma dieta com menos calorias - não é bom apenas para ter uma vida mais longa e mais saudável.

Cientistas do MIT, nos Estados Unidos, descobriram que o mesmo mecanismo molecular que aumenta a expectativa de vida através da restrição calórica também ajuda a melhorar a memória e incrementar a inteligência.

A pesquisa foi publicada no último exemplar da conceituada revista Nature.

Resveratrol

O resveratrol, encontrado no vinho e no amendoim, tem sido apontado como um ampliador da expectativa de vida porque ele ativa um grupo de enzimas conhecidas como sirtuinas, que ganharam fama nos últimos anos por sua capacidade de retardar o processo de envelhecimento.

Agora, os cientistas descobriram que a sirtuina 1 - uma proteína que nos seres humanos é codificada pelo gene SIRT1 - também melhora a memória e a flexibilidade do cérebro.

Além de dar maior suporte às rotinas alimentares com menos calorias, o trabalho poderá levar à criação de novos medicamentos para doenças como o Mal de Alzheimer e outras desordens neurológicas.

Sirtuina

"Nós havíamos demonstrado anteriormente que a Sirtuina 1 promove a sobrevivência neuronal nas doenças neurodegenerativas associadas com a idade. Nos nossos modelos celulares e animais da doença de Alzheimer, a SIRT1 melhorou a sobrevivência neuronal, reduziu a neurodegeneração e evitou as dificuldades de aprendizagem," conta Li-Huei Tsai, coordenador do estudo.

"Agora nós descobrimos que a atividade da SIRT1 também promove a plasticidade e a memória," diz Tsai. "Esse resultado demonstra o papel múltiplo da SIRT1 no cérebro, ressaltando ainda mais o seu potencial como um alvo para o tratamento da neurodegeneração e das condições com problemas cognitivos, com implicações para uma ampla gama de distúrbios do sistema nervoso central."

Gene da longevidade

Em um outro estudo, também realizado no MIT, os pesquisadores descobriram que o gene SIR2 é um regulador chave da longevidade na levedura e em vermes, usados como modelos em estudos desse tipo.

Os estudos, ainda em andamento, estão agora investigando se este gene altamente conservado também rege a longevidade nos mamíferos.

A versão desse gene nos mamíferos, o SIRT1, parece ter desenvolvido complexas funções sistêmicas na função cardíaca, no reparo do DNA e na estabilidade genômica.

Os cientistas acreditam que o SIRT1 seja ser um regulador chave de uma rota evolutivamente bem conservada que permite aos organismos lidarem com a adversidade.

Estes genes e as enzimas que eles produzem são parte de um sistema de retroalimentação que melhora a sobrevivência celular durante períodos de estresse, especialmente durante a falta de alimentos.

Tratamento do sistema nervoso

Este novo estudo mostra que o SIRT1 aumenta a plasticidade sináptica, as conexões entre os neurônios e a formação da memória.

Estas descobertas revelam um novo papel do SIRT1 na cognição e um mecanismo previamente desconhecido por meio do qual o SIRT1 regula esses processos.

Além de ajudar os neurônios a sobreviver, o SIRT1 também tem um papel direto na regulação da função cerebral normal, demonstrando o seu valor como um potencial alvo terapêutico para o tratamento do sistema nervoso central.

Brasil só perde para EUA em número de academias

Fonte: Estadão.com.br

Impulsionada pelo aumento da renda das classes C e D, quantidade de estabelecimentos dobrou de 2007 para cá no País



Uma combinação entre aumento da renda da população e disseminação de um estilo de vida saudável, aliada à definição do Brasil como sede dos dois mais importantes eventos esportivos do mundo está aquecendo negócios ligados a atividades físicas no País. De 2007 para cá, o número de academias no Brasil dobrou para 15.551, deixando o País atrás apenas dos Estados Unidos. O setor gerou receitas de US$ 1,11 bilhão no último ano.


Os dados são do último relatório da IHRSA Association (International Health, Racquet & Sportsclub), entidade internacional do setor. A perspectiva é de que esse mercado continue avançando a passos largos, afirma Waldyr Soares, representante da entidade no País e presidente da Fitness Brasil, que atua no mercado de fitness, saúde e bem-estar, no Brasil e na América Latina. "Nos próximos dez anos, seremos o grande país na área de atividade física, saúde e bem-estar. O segmento que mais vai crescer é o de academias de baixo custo, graças à ascensão das classes C e D."


É nesse mercado que a SmartFit está de olho. Lançada em agosto de 2009, a academia oferece um número restrito de atividades a preços baixos. Já tem oito unidades em quatro capitais e planeja abrir dez academias por ano. O presidente, Edgard Corona, afirma que o objetivo é atrair um público que não estava sendo atendido. "Pessoas que queriam fazer só musculação ou esteira, tinham de pagar pela estrutura de uma grande academia."


Segundo Corona, 70% das pessoas que se inscrevem na SmartFit nunca tinham pago para se exercitar. As primeiras unidades foram abertas em bairros nobres como Copacabana, no Rio, e Morumbi, em São Paulo. Para Soares, da IHRSA, a estratégia da empresa é usar essas regiões como vitrines e depois se expandir pela periferia.


A rede A!Body Tech, de academias voltadas para a classe A, também se prepara para entrar no segmento de baixo custo. A partir do ano que vem, as academias Fórmula, de São Paulo, adquiridas em 2008, funcionarão sob a bandeira BodyTech, e a marca paulista será usada em um projeto voltado para as classes B e C, conta Luiz Urquiza, um dos sócios.


"A ideia é desenvolver um produto com oferta de serviços simplificada - atividade cardiovascular, musculação e pouca coisa coletiva, como spinning". O modelo de negócios será o de franquias. Até o fim do ano, duas unidades piloto serão montadas na periferia do Rio e as primeiras franquias devem ser concedidas no segundo semestre de 2011.


Financiamento. Os planos da A!Body Tech mostram que as grandes academias também têm espaço para expandir. Até junho de 2010, a empresa inaugura sete novas unidades premium em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Vila Velha (ES) e Brasília. "Sairemos de 45 mil para 65 mil alunos", diz Urquiza. Até o fim do ano, serão investidos R$ 67 milhões.


A estratégia da empresa é fazer sua oferta pública inicial de ações (IPO) em 2015. Do total a ser investido, R$ 26 milhões devem vir de um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - em fase final de análise - por meio das linhas da Finame, direcionadas à aquisição de máquinas e equipamentos. O montante é elevado se comparado aos R$ 33,6 milhões desembolsados para 561 academias de 2007 a junho deste ano.


A euforia das academias contagia a indústria e o comércio de equipamentos. Em setembro, a IHRSA Fitness Brasil, feira de negócios do setor, espera 15 expositores estrangeiros que estão vindo ao País pela primeira vez.


Neste mês, a Rio Sports Show, feira de negócios ligados a atividades físicas, mais que dobrou de tamanho ante a edição do ano passado. "Saímos de 60 para 140 expositores e a visitação saiu de 9.600 para quase 40 mil", conta a organizadora Ana Paula Graziano. "A Copa e a Olimpíada no Brasil contribuíram para isso."


por Glauber Gonçalves

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

TREINAMENTO DE FORÇA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Publicado no dia 29/06/2010 com o(s) assunto(s) Personal Trainning 
Por Alexandre Evangelista

TREINAMENTO DE FORÇA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

O treinamento de força voltado para crianças e adolescentes é um tema bastante polêmico. Não é incomum encontrarmos academias que proíbem a prática da musculação por parte de adolescentes com idade inferior a 15 anos.
Além disso, muitas outras dúvidas (além da idade ideal) se fazem presentes em relação a prescrição regular dos exercícios resistidos para esta população. Qual (is) os aspectos a serem considerados? Qual a freqüência semanal ideal? Qual (is) o( s) cuidado (s) que devem ser tomados? Qual volume e intensidade adequados?
Antes de mais nada, devemos considerar a idade das crianças. Segundo a American Association of Pediatrics (AAP, 2008), a idade ideal para o início do treinamento de força é a partir dos 10 anos. Porém, KRAEMER e FLECK (2001) afirmam que crianças entre 6 a 8 anos, quando bem supervisionadas, podem freqüentar a sala de musculação sem maiores problemas.
Outros fatores incluem:
- MATURAÇÃO SEXUAL : importante fator para determinar a pré-adolescência e a adolescência. Normalmente para as meninas a pré- adolescência dura até os 11 anos e, para os meninos, até os 13 anos. Após essa fase, os meninos (devido a ação de hormônios como a testosterona) aumentam substancialmente sua força. E isso deve ser levado em consideração durante a elaboração e prescrição do treinamento;
- MATURIDADE ÓSSEA: Ao contrário do que muitos podem pensar, o treinamento de força pode aumentar o desenvolvimento ósseo da criança. A resistência, ocasionada pelo treino, aumenta a tensão do músculo e a compressão óssea (importante para estimular a modelagem do osso). Porém lesões relacionadas as cartilagens ósseas em atletas mirim (principalmente entre os levantadores de peso), apesar de raras, já foram relatadas na literatura.
Os maiores índices de fratura da placa epifisária ocorreram em exercícios de levantamentos sobre a cabeça com cargas máximas ou próximo da máxima. Sendo que o pico de incidência ocorreu em meninos com idades entre 12 e 14 anos e em meninas entre 10 e 13 anos.
Para que esse tipo de lesão não ocorra, recomenda-se evitar exercícios com cargas máximas ou próxima das máxima em púberes e pré-púberes que devem estar sempre recebendo a supervisão de um adulto durante as sessões de treinamento. Além disso, a técnica correta de execução de todos os exercícios deve ser sempre trabalhada.
- TOLERÂNCIA AO EXERCÍCIO: O treino para iniciantes dever ser tolerado facilmentepela criança. Caso contrário o risco do aparecimento de lesões ou, ainda, a desistência da criança podem acontecer.
O início do programa deve ser baseado em um nível conservador. Superar o limite de tolerância da criança irá apenas diminuir seu prazer na prática do exercício. Além disso, as orientações sobre o planejamento de treino para as crianças é muito geral. Não existe melhor programa de treino.
Vale lembrar que a criança não é um adulto em miniatura e que o trabalho inicial de força deve ter uma base sólida e bem trabalhada. A criança pode ser livre a desistir, a qualquer momento, do treinamento com pesos.
- VOLUME/ INTESIDADE / FREQUÊNCIA SEMANAL: Análises da literatura recomendam treinamentos realizados 2x por semana sem divisão do programa de exercícios. Sobrecargas em torno de 40% a 50% são as idéias para o início do trabalho com séries únicas de 10 a 15 repetições .
- DIFERENÇAS ENTRE MENINOS E MENINAS: essas diferenças seguem na tabela abaixo
VARIÁVEL
MENINOS
MENINAS
SURTO D E CRESCIMENTO
12-15 ANOS
10 ANOS
FORÇA
MENOR ATÉ O SURTO
MAIOR ATÉ O SURTO
% GC
MENOR APÓS O SURTO
MAIOR APÓS O SURTO
RECOMENDAÇÃO PARA INÍCIO DO TR (AAP)
~7 – 8 ANOS
~7 – 8 ANOS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CONSULTADAS
n AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS. Strength Training by Children and Adolescents. 121: 835-40, 2008
n Faigembaum, AD. Et al. Comparison of 1 and 2 days peer week of strength training children. Am Alliance For Health, Physical Education, Recreation and Dance. 73(4): 416-24, 2002.
n Kraemer WJ, Fleck SJ. Treinamento de força para jovens atletas. São Paulo. Editora Manole; 2001.

PRESCRIÇÃO DO TREINAMENTO FUNCIONAL: ASPECTOS A SEREM CONSIDERADOS

Quando falamos em treinamento dos músculos do core, alguns fatores são fundamentais para a elaboração e prescrição do treinamento. São eles:
INDIVÍDUOS (MONTEIRO & EVANGELISTA, 2009):
- INICIANTES; Possuem de 0 a 6 meses de experiência com os exercícios funcionais e podem melhorar em até 40% em relação as capacidades físicas nesse período. Devemos trabalhar a estabilização e a respiração com exercícios de fácil execução realizados 2x por semana.
- INTERMEDIÁRIOS: Indivíduos com 6 meses a 2 anos de experiência com o treinamento funcional podendo melhorar em até 20% suas capacidades físicas. Devemos trabalhar exercícios de mobilidade visando a resistência força e a resistência aeróbia. O nível de dificuldade dos exercícios é moderado. Freqüência de 2 a 3x por semana.
- AVANÇADOS: Os avançados tem mais de 2 anos de experiência com o treinamento funcional e já foram submetidos a quase todo tipo de exercícios. Neste caso, recomenda-se trabalhar a mobilidade através da força, velocidade, agilidade e potência. O nível de dificuldade dos exercícios é alta e a freqüência é de 3 a 5x na semana.
CONCEITO DE CARGA DE TREINO (MONTEIRO & LOPES, 2009)
VOLUME: Pode ser medido em horas. Para iniciantes recomenda-se volumes de 20 a 30 minutos, por exemplo enquanto que para avançados esse volume pode chegar a mais de 60 minutos.
INTENSIDADE: relacionado a carga. Podem ser os pesos externos, o peso corporal, alavancas corporais. A intensidade pode, ainda, ser mensurada através das escalas de percepção subjetivas de esforço. Uma boa dica é a escala de OMINI que vai de 0 a 10 sendo que 10 representa 100% do máximo de esforço enquanto 0 representa 0% de esforço. Para inicantes recomenda-se nota 6-7; intermediários nota 7-8 e avançados notas 8 ou acima.
DENSIDADE: relação entre estímulo x recuperação. A densidade trabalha com 3 intervalos de recuperação distintos:
- RÍGIDO: de 30″ a 45″ com objetivo de gerar a fadiga no indivíduo para aumentar a resistência aeróbia, por exemplo;
- CURTO: de 45″  2′ com objetivo de gerar fadiga porém de efeito tardio para aumentar a resistência anaeróbia, por exemplo;
- COMPLETO: de 3′ a 5′ com objetivo de atingirmos a recuperação completa entre os estímulos bem aplicada em trabalhos de velocidade, potência e força máxima.
SESSÃO DE TREINO (GOMES, 2002)
Composta pelo aquecimento (que deve durar de 10 a 20 mintuos indo do geral para o específico). parte principal (objetivo primário da sessão de treino. que, de acordo com BOMPA (2004), deve seguir a seguinte ordem:
•Capacidades Coordenativas
•Velocidade
•Força Explosiva
•Força Máxima
•Resistência de Força
•Resistência Anaeróbia
. Resistência Aeróbia
Volta à calma que dura de 10 a 15 minutos sendo composta por exercícios de alongamento e relaxamento.
Após a consideração de todas essas variáveis seu aluno está pronto para treinar com segurança. Boa sorte e bons treinos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BOMPA TO. TREINAMENTO DE POTÊNCIA PARA O ESPORTE. PHORTE EDITORA. SÃO PAULO, 2004.
GOMES AC. TREINAMENTO DESPORTIVOV ESTRUTURAÇÃO E PERIODIZAÇÃO. ARTMED. PORTO ALEGRE, 2002.
MONTEIRO AG, EVANGELISTA AL. TREINAMENTO FUNCIONAL UMA ABORDAGEM PRÁTICA. PHORTE EDITORA. SÃO PAULO, 2009.
MONTEIRO AG, LOPES CR. PERIODIZAÇÃO ESPORTIVA ESTRUTURAÇÃO DO TREINAMENTO. AG EDITORA. SÃO PAULO, 2009.

COMO PRESCREVER O EXERCÍCIO DE FORÇA PARA INICIANTES

Publicado no dia 16/06/2010 com o(s) assunto(s) Personal Trainning, Saúde e qualidade de vida
Por Alexandre Envangelista no www.alexandrelevangelista.com.br

Quando nos deparamos com indivíduos que nunca foram submetidos a nenhum tipo de treinamento para melhora do condicionamento físico muitas perguntas nos vem a mente. Quais os exercícios ideais ? Qual método de treino utilizar ? Qual o volume ideal ? Quantas séries/repetições ? Por onde começar ?


Com base nestas perguntas, resolvemos elaborar um post que tente, da melhor forma possível, explicar quais são as principais variáveis a se considerar na prescrição de um programa de exercícios para iniciantes.

1- Quanto tempo deve durar o treino de um aluno iniciante ?
R: Recomenda-se que a sessão não dure mais do que 1 hora. Sessões com duração superiores a 1 hora estão associadas a maiores taxas de desistência (HASS et al. 2000)
2- Qual a freqüência de treinamento ideal para um iniciante?
R: Antes de tudo, devemos lembrar que a recuperação é importante fator a ser considerado no caso do iniciante. Períodos de 48 horas são os mais indicados em relação ao descanso de uma sessão de treino para outra (ACSM, 2002). De forma geral, o treinamento feito 3 vezes na semana parece ser o mais indicado. Porém, sessões realizadas 2 vezes oferecem de 80% a 90% dos mesmos benefícios das de 3 vezes. Além disso a taxa de desistência também é menor (DEMICHELE et al. 1997)
3- Qual o número de repetições ideal?
R: Geralmente, para iniciantes, recomenda-se de 8 a 12 repetições. No caso de idosos de 10 a 15 com cargas entre 50% a 60% de 1RM (ACSM, 2002);
4- Qual o número de séries ideais?
R: Segundo a literatura, programa de múltiplas séries parecem fornecer pouco estímulo adicional em relação a força do que o programa utilizando séries únicas (BALSAMO & SIMÃO, 2007). Dessa forma, durante os 3 primeiros meses de treinamento séries únicas são bastante indicadas.
Prova disso é o estudo realizado por OSTROWSKI et al.(1997) que, ao compararem séries únicas com 2 e 4 séries por grupamento muscular, não demonstraram qualquer diferença entre os protocolos utilizado nos ganhos de força
5- Quais os exercícios ideais?
R: Na verdade não existem os exercícios ideais. Devemos pensar, antes de tudo, em alguns princípios do treinamento como o da individualidade biológica, da adaptação e o da sobrecarga. Esses 3 princípios irão nos auxiliar em relação a escolha e progressão dos exercícios a serem utilizados para nosso aluno/cliente.
De forma geral, exercícios multiarticulares, que trabalhem os grandes grupamentos musculares e realizados em máquinas são os mais indicados (BALSAMO & SIMÃO, 2007)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
HASS, C. J. et al. Med. Sci. Sports Exerc., Vol. 32, No. 1, pp. 235–242, 2000.
DEMICHELE, PL.  et al. Arch Phys Med Reab. 78: 64-9, 1997.
AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE. Position Stand on Progression Models in Resistance Trainning Fro Healthy Adults. Med Sci Sports Exerc. 34: 364-80, 2002.
BALSAMO S. SIMÃO, R. Treinamento de força para osteoporose, fibromialgia, diabetes tipo 2, artrite reumatóide e envelhecimento. 2a. Edição.Phorte Editora. São paulo, 2007.
OSTROWSKI et al. The Effect of Weight Training Volume on Hormonal Output and Muscular Size and Function. The Journal of Strength & Conditioning Research. 11:148-54 1997.

Lombalgia: Prevenção e tratamento

Fonte: O2 por minuto




Comum entre os esportistas e, sobretudo, entre os corredores, a lombalgia faz com que 
muitos praticantes de atividade física sofram com fortes dores nas costas. Desconhecido 
por parte da população, esse problema pode afetar diretamente tanto os mais velhos 
quanto os mais jovens.


Identificada como um problema na região baixa da coluna vertebral, a lombalgia constitui-se
de dois níveis, a forma aguda e a crônica. Em ambas a dor é a resposta do corpo para
mostrar que na área existe algo irregular ou até o uso excessivo deste local.

O nível agudo é a forma simples do problema, quando algum acidente ou esforço exagerado 
danifica os músculos, tendões e ligamentos do local. Já a forma crônica pode ser recorrente
de outras doenças, causando bastante incômodo. “A lombalgia crônica pode ocorrer devido
outros problemas de saúde, como osteoartrite, artrite reumatóide, tumores, degeneração dos
discos ou hérnia no disco”, afirma Dr. Jason Gilbert, quiropraxista.

Sintomas

A lombalgia tem diversos sintomas da sua presença, e o principal deles é a dor, que aparece 
em locais como a própria lombar, nas costas, próxima aos ossos do quadril e até nas pernas,
passando para outras regiões dependendo de seu nível. “O sintoma principal é a famosa dor
lombar, começando fraca e aos poucos aumentando. 
Em alguns casos, ela pode desaparecer e depois de um tempo voltar. A dor é um aviso, mas 
também há outros avisos como queimação nas nádegas, adormecimento ou dor nas pernas”,
explica Gilbert.

O esporte e o tratamento

Conhecida por atingir muitos esportistas, a lombalgia acaba muitas vezes atrapalhando a vida
de corredores, que necessitam muito da lombar durante a prática do exercício físico e acabam
gerando desgaste no local.

“A lombalgia pode ocorrer em toda a população, e entre estas pessoas não podemos deixar de
citar os esportistas, principalmente aqueles que não possuem acompanhamento profissional
adequado. Assim, o corpo desses atletas, durante a prática esportiva, está com a musculatura
intrínseca da coluna lombar e a musculatura abdominal fortalecida de forma suficiente para
dividir as solicitações mecânicas geradas durante o exercício e, muitas vezes, sobre a coluna”,
explica Daniel Marques, osteopata da Cardiomex.

Depois de encontrado o problema, o tratamento contra a lombalgia começa a ser iniciado. 
Existem vários processos diferentes na cura deste problema, sendo mais usado o método
através de medicamentos, de forma osteopática, que irá restaurar a forma mecânica da região.
Porém, de qualquer forma, após o término do tratamento, o esportista terá que realizar um
reforço muscular antes de iniciar qualquer trabalho físico. 

Evitando a lombalgia

Para evitar a lombalgia, os profissionais Daniel Marques e Jason Gilbert dão dicas do que 
realizar antes e depois de se diagnosticar o problema.

Antes do diagnóstico

- Aprender a alongar desde jovem, pois isso mantém a integridade dos músculos que
dividem a carga da coluna com as articulações e músculos;
- Incluir uma sessão de alongamentos em seu treino de 2 a 3 vezes por semana;
- Nunca treine com dor e nunca tome analgésicos para treinar;
- Realizar trabalhos de fortalecimento muscular, principalmente na área lombar;
- Ter boa postura e evitar ficar mal sentado em frente ao computador e no sofá;
- Realizar exercícios físicos regularmente;

Depois do diagnóstico

- Nunca treine com dor e nunca tome analgésicos para treinar;
- Use a dor quando aparece para encontrar a causa dela;
- Use gelo por 20 minutos no local onde dói, pois é um excelente analgésico e
anti-inflamatório natural;
- Sempre procure um profissional quando há dor.

Por Maurício Belfante

Obesidade Mórbida Aumenta 255% no Brasil

Um aumento de 255% na prevalência da obesidade mórbida no Brasil - considerado “alarmante”, especialmente entre homens - foi um dos resultados encontrados no levantamento realizado pela pesquisadora Leonor Maria Pacheco Santos e equipe, do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília. A pesquisa incluiu os períodos de 1975-1976 (0,18%), 1989 (0,33%) e 2002-2003 (0,64%).

O trabalho é uma reanálise de inquéritos antropométricos nacionais sobre o assunto, divulgado neste mês de julho na publicação científica Obesity Surgery. Também foram utilizados dados sobre cirurgias bariátricas obtidos no Sistema de Informações Hospitalares do SUS, disponíveis online.

Segundo o artigo publicado, “houve uma taxa mais elevada no Sul nos dois primeiros levantamentos, mas a prevalência na região Sudeste aumentou constantemente, chegando a 0,77% em 2002-2003, alcançando o Sul”.

De acordo com dados divulgados, em 1999 o SUS passou a cobrir a cirurgia de obesidade mórbida e entre 2000-2006 o número de procedimentos aumentou seis vezes, chegando a 2500. As cirurgias bariátricas realizadas pelo SUS estiveram concentradas em primeiro lugar na região Sudeste, seguida pela região Sul.

Os especialistas classificam como urgente a adoção de medidas preventivas em relação à epidemia de obesidade no país.

por Beth Santos